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Dicas

JOSKO GRAVNER

Postada em 07/06/2016 às 18:06:19

Josko Gravner por Didu Russo.

Sou grande fan do Didu, ele é um  comunicador, entendedor, apreciador e bebedor de vinhos sem preconceitos.

Foi o  meu querido falecido avô, Emidio Dias Carvalho, que me apresentou e desde então acompanho as novidades que ele publica.

Segue um artigo interessante de uma degustação de vinhos do Josko Gravner.

Direto da região do Friulli, no norte da Itália, Josko Gravner é a maior referência nos chamados “vinhos laranjas”. São brancos de cor alaranjada, resultado da longa fermentação em contato com as cascas, no caso deste produtor, em antigas ânforas de terracota.

Didu, Josko e sua filha nnnn

Didu, Josko e sua filha Matija Gravner

13 de janeiro de 2015

Josko Gravner no Brasil
Ontem foi um dia especial na vida de quem escreve de vinhos. Tive a alegria e a honra de estar com uma das pessoas míticas do mundo do vinho: Josko Gravner.

Na foto está também sua simpática filha Matja Gravner, que é super antenada, imaginem que eu havia postado essa foto abaixo quando me dirigia ao encontro deles.

Ao me apresentar dei meu cartão e segundos depois, vejo que ela já me seguia no instagran e já havia dado um repost na foto. E ela faz vinho em ânforas com o pai, de modo ancestral… legal isso não?

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Bem, foi um momento mágico, onde as palavras de Gravner soaram como música para mim, criticando a todo instante a tecnologia no vinho e principalmente os químicos e leveduras selecionadas e seu horror aos 300 produtos químicos que hoje são usados para se fazer vinho?!…

Para mim foi uma Sinfonia ao ar livre no campo… O Adolar mostrou sua alegria em te-lo em seu portfolio. Quem não quer afinal? Já foi do Otavio, já foi dos irmãos Zahil e hoje é do Adolar. Como ele mesmo diz, há vinhos que você tem apenas pela alegria de ter, pois ganhar dinheiro com eles não é comum, nem fácil, afinal, quem pode desembolsar R$ 433,00 mesmo por uma maravilha dessas? Poucos, mas há.

O Gravner para você ter uma idéia O Gravner fazia um vinho convencional maravilhoso e ganhador de 3 Bicchieri sempre, reconhecido por todos, talvez o mais famoso chardonnay italiano. Um belo dia ao viajr pelo mundo juntou duas informações: Que ao ver o Romané conti, percebeu a importânica de valorizar um terroir especial (que ele tinha), e na Califórinia ficou chocado ao ver o vinho manipulado para o gosto do consumidor e se utilizando de toda sorte de produtos quimicos e tecnologia. Decidiu que aquilo era o que que nnao queria fazer.

Decidiu voltar ao passado e foi parar na Georgia, onde se decidiu a importar as Ânforas que usa hoje que custam € 3 mil cada e fazer um vinho puro. Resultado, hoje tem novamente 3 Bicchieri e virou um ícone no mundo do vinho laranja, que aliás ele nao concorda, pois diz que seu vinho é âmbar e não laranja… Show.

A degustação contemplou duas safras de Ribolla Giala, a 2005 e a 2006 (preferi a 2005 que tinha um nariz bastante complexo devido a parte das uvas estarem botrytisadas), a safra 2006 do Breg Gravner que tem Chardonaay, Sauvignon Blanc, Riesling Itálico e Pinto Grigio, que tinha nariz de Amontillado (Don Jerez concordou…) e estava divino, mas ele nao faz mais.

E ainda dois tintos, o Rujno Gravner de Merlot, fresquíssimo e delicioso, mas que ele também não produz mais e o Rosso Gravner de Pignolo, outra uva local que junto com o Ribolla será o outro vinho que ele se dedicará a fazer. Apenas Ribolla e Pignolo em seus 18 hectares de vinhas paradisíacas. Ele pronuncia Ribôlla.

Gravei o impecável Guilherme Correa descrevendo o Ribolla 2005, vejam e aprendam. Depois que ele fala você encontra tudo aquilo mesmo na taça. Um show.

A minha grande surpresa afinal foi com o SO2. embora de pouquíssima quantidade usada por Gravner, me surpreendeu sua convicção. Ele inclusive afirmou que no início afirmou que iria provar qo mundo que se fazia ótimos vinhos sem SO2 e chegou percebeu que não era possível.

Assunto para mesa da Enoteca Saint Vin Saint, onde aliás ele foi jantar depois, para se discutir horas e horas… papo de aficcionado. Não me adimiraria saber de um pouquinho de SO2 no engarrafamento, mas na fermentação, confesso que me surpreendeu, pois com as uvas sãs dele, duvido que teria problemas, mas é ele quem sabe e não o chatododidu. Para não deixar dúvidas gravei, claro. Para você. Veja:

Também me surpreendeu a informação de que os Romanos já usavam enxófre no vinho, pois aprendi no livro do Hugh Jhonson que foram os alemães os primeiros a fazer isso lá por volta de 1600, mas fica aí a informação. Outra que não sabia é que existe uma Ribolla Nera! Que é a mesma casta Schiopetto.

Uma informação legal para nós, A Lis e o Ramatiz abriram para ele um Era dos Ventos Peverella, um Dominio Vicari Riesling Itálico (última garrafa) e um serena PN. Ele adorou o nariz do Era dos Ventos, a boca do Vicari e considerou o Serena um autêntico Pinot Noir puro. Vinho brasileiro considerado pelo gênio GRAVNER. Grazie Lis e Ramatis.

Se eu tivesse grana eu teria sempre a mnao uma caixa desses vinhos sinceros brasileiros para presentear produtores que nos visitam.

Agradeço a Decanter a orportunidade única de conhecer o Josko. Foi um grande momento de minha vida com certeza.

Tagged: Adolar Hermann, Decanter, Guilherme Correa, Josko Gravner, Matja Gravner, Ribolla Gialla