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Dicas

INAUGURAÇÃO DO EATALY EM SÃO PAULO

Postada em 07/06/2016 às 17:10:03

O sonho de consumo de muitos gourmets vai se realizar. Na semana que vem, dia 19 de Maio, inaugura o Eataly em São Paulo, leia por que vale a pena conhecer.

SERVIÇO – Eataly
Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1.490
Tel. 3279-3300
Horário de funcionamento: diariamente, das 8h às 23h; os horários de bares e restaurantes variam

Cinco razões para ir ao Eataly

Materia Paladar Por Patrícia Ferraz

É um lugar para comer, beber e comprar que faz enorme sucesso em 29 endereços espalhados por 5 países. Mas a grande sacada da rede italiana Eataly, que nasceu em Turim em 2007 e está chegando ao Brasil, é uma equação muito particular que combina três elementos: lugar gigantesco, cuidado de negócio artesanal com os produtos e bons preços. Só na próxima terça-feira, quando o Eataly São Paulo abrir as portas, no Itaim, os paulistanos vão ter a noção exata de quanto dessa equação será replicada por aqui.

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FOTOS: Gabriela Biló/Estadão

O estilo do lugar e os produtos artesanais de qualidade já estão garantidos. Resta saber a que preço. A apresentação do negócio à imprensa, na terça-feira, teve tour guiado com direito a degustações e explicações, mas não se falou de preço.
A primeira loja da rede na América Latina tem 4,5 mil metros e três pisos. São sete restaurantes temáticos e um total de 7 mil produtos, boa parte importada da Itália. Dá gosto ver clássicos como as geleias de fruta de Mariangela Prunotto, as balas e pastilhas Leone, os chocolates Caffarel, a prateleira de torrones, os utensílios da Alessi. E as massas italianas Afeltra e Rigorosa, os azeites – a oliveira, que decora todas as unidades da rede pelo mundo também veio. E dá para se divertir na seção da Baladin, com todas as cervejas da marca italiana disponíveis no Brasil.

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Também vai ser possível comprar ali produtos com selo do movimento Slow Food, italianos e nacionais, como a geleia de umbu, citada pelo fundador do movimento, Carlo Petrini, que veio ao Brasil para a inauguração da loja.
Pergunte à vontade, os funcionários sabem tudo em detalhes e pronunciam corretamente as palavras em italiano (claro, não faltam professores: uma equipe da matriz, na Itália, veio à cidade treinar o pessoal).

Se a ideia é almoçar e jantar, escolhe-se o tipo de comida, peixe, massas, pizzas, verduras e crudos e é só se acomodar em alguma das mesas próximas da seção. Para acompanhar, há sucos naturais, refrigerantes artesanais importados, vinhos ou cervejas em diferentes balcões. Há também uma cervejaria no terceiro piso, que produzirá a bebida na casa, pilotada pela Academia Barbante. Ela fica perto do restaurante Brace, no terraço, onde tudo é feito na brasa sob comando de Ligia Karazawa (ex-Clos de Tapas).

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O negócio tem três grupos de sócios – os brasileiros donos do St Marche, Victor Leal e Bernardo Ouro Preto, os sócios do Eataly americano, entre eles os chefs-celebridade Mario Batali (que circulou pela loja com seu tamanco laranja, o rabo de cavalo e as bochechas vermelhas, vez ou outra servindo focaccia), Joe e Lidia Bastianich, e o grupo do fundador Oscar Farinetti, que teve a ideia de reunir todos os alimentos italianos de qualidade sob o mesmo teto, um lugar para comer e comprar.

1. Carnes
O açougue tem carnes de duas raças, Hereford, de um criador de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e Razza Piemontese, criado por encomenda numa fazenda familiar em Avaré. Os cortes italianos, cotoletta, ossobuco, tagliata e a pitagora, uma espécie de hambúrguer de formato trinagular recheado com queijo, dividem o balcão com cortes nacionais como a picanha. As carnes podem ser cortadas na hora ou escolhidas do próprio balcão. Se a ideia é comer ali mesmo, basta se acomodar nas imediações do restaurante La Carne e pedir.

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2. Pizzas
De fermentação natural, são assadas em dois fornos importados de Nápoles e preparadas à vista dos clientes por pizzaiolos também importados de Nápoles, que transformam o trabalho num show, com direito a movimentos discretamente coreografados.

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3. Vinho libero
São aproximadamente 800 rótulos, entre tintos, brancos e espumantes italianos, produzidos em diferentes partes do país. Mas o destaque ali são os vinhos com uma etiqueta vermelha em que se lê vino libero – indicação de que foi elaborado por um dos 12 produtores que dividem o selo e produzem a bebida livre de agrotóxicos, sulfitos e conservantes.

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4. Muçarela
É divertido ver os queijeiros preparando a muçarela de búfala ali mesmo, na queijaria separada do balcão por uma parede de vidro. Mas bom mesmo é comprar a muçarela fresquinha. O balcão de laticínios de búfala tem também barras de manteiga, fatiadas e pesadas na hora, muçarela defumada, ricota e queijo fresco de búfala. Não tem igual na cidade.

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5. Pães e focacce de fermentação natural
A massa madre, importada da Itália, tem 15 anos e se alimenta de farinha italiana, porém os pães e focacce são assados num forno a lenha que veio da Espanha e tem na base uma pedra giratória para assar tudo por igual. Focacce de diferentes sabores são expostas sobre o balcão da Panetteria.

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